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Doença da Calopsita – Clamidiose ou Psitacose

12/07/2011

   Com o  aumento pela procura por  aves de estimação como é o caso da invasão do mercado pet pelas calopsitas que é totalmente positivo, está crescendo também paralelamente, os problemas ocasionados pela aquisição destes animais pelas pessoas como a falta de informação em relação aos cuidados básicos (alimentação, higiene e manejo) e principalmente, os problemas de saúde ocasionados por doenças infecto-contagiosas e pela falta de orientação como alimentação inadequada e acidentes ocasionados pelo corte das penas das asas realizado de forma inadequada.

   A clamidiose é uma doença provocada  pela bactéria Chlamydophila psittaci . Esta bactéria atinge uma grande variedade de hospedeiros como as aves (principalmente as aves da Família Psitacidae – papagaios, calopsitas, araras, periquitos e etc) e mamíferos como o cavalo, gato, cachorro, porquinho-da-índia e inclusive o homem. Este microorganismo é um parasita obrigatoriamente intracelular o que dificulta a identificação do agente infeccioso quando a doença se instala no paciente.

 TRANSMISSÃO

   A transmissão se dá através do contato do animal ou do ser humano com as secreções e excressões produzidas pelo indivíduo contaminado como: fezes, urina, saliva, secreções respiratórias e oculares. As calopsitas são transmissores frequentes desta doença. E um animal contaminado pode se tornar um portador assintomático ou seja, ele está contaminado porém não desenvolve os sinais clínicos da doença e desta forma a contaminação se alastra de forma silenciosa.

SINTOMAS

As aves expostas à uma variedade de C. psittaci muito virulenta, têm a chance de  desenvolver uma infecção generalizada muito aguda podendo vir a óbito em questão de poucos dias.

Os sintomas mais comuns encontrados na clamidiose são:

  • conjuntivite
  • desidratação
  • letargia / sonolência
  • elevação da temperatura corporal
  • aumento na ingestão de água e consequente aumento da produção de urina
  • fezes com excesso de secreção esverdeada

Por esta doença agir de forma sistêmica ou seja, ela afeta vários órgãos ao mesmo tempo como: rins, fígado, olhos, e etc, considera-se como caso de emergência. Principalmente devido à gravidade provocada pelo grau elevado de desidratação que esta doença provoca.

No homem a contaminação se dá pela inalação do microorganismo presente nas fezes contaminadas ressecadas ou através da aerossolização de partículas presentes nas secreções e excreções corporais (urina, secreções respiratórias e oculares). As formas clínicas mais comuns são a respiratória onde a pessoa poderá apresentar: febre, tosse seca, dor no peito e dificuldade respiratória.  E a forma ocular, se inicia com uma vermelhidão no olhos, secreção não purulenta semelhante à produzida na conjuntivite viral e podendo vir a ocasionar lesões na córnea em casos mais graves.

Obs.: se você necessitar de um médico, informe-o caso possua animais de estimação ou se tem algum pet que esteja aparentando estar doente ou que tenha morrido recentemente. Repasse estas informações para o seu médico, pois podem ser relevantes para ele obter um diagnóstico mais preciso.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico desta doença se dá por meio de um exame biomolecular que identifica a presença da bactéria  C. psittaci tanto em animais acometidos e que estão desenvolvendo os sinais clínicos da doença e principalmente por aqueles que são classificados como hospedeiros assintomáticos, que são aqueles hospedeiros que eliminam o agente infeccioso no ambiente porém não desenvolvem os sintomas.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO

A prevenção deve ser feita, evitando o contato íntimo com qualquer animal como: beijo na boca, beijar o corpo do animal, lavar as mãos após ter contato com o animal, comprar animais de pet shops responsáveis, não comprar animais em feiras-livres e levar o seu animal frequentemente a um medico veterinário para que sejam realizados exames preventivos e para que o proprietário receba todas as informações necessárias sobre os cuidados básicos necessários para se manter o animal de estimação em casa.

O tratamento é realizado através de medicamentos específicos, cujo o agente C. psittaci apresenta sensibilidade e tratamentro sintomático para os demais distúrbios provocados pela doença. Geralmente recomenda-se a internação do animal, devido à gravidade que se instala no animal durante o curso da doença.

Cisto de pena em aves

29/03/2011
20052010153

O aparecimento de cistos de penas, é um problema relativamente comum nas aves, principalmente nos canários e calopsitas. Produzem bastante incômodo ao animal devido à dor, sangramentos e pela perda damobilidade devido ao excesso de peso que alguns cistos podem alcançar, podendo até ocasionar a morte do animal.

Acredita-se que esta afecção está relacionada com problemas hereditários, onde a consanguinidade possui um papel determinante no surgimento dos cistos de penas e outros problemas relacionados  como os tumores malígnos e beníguinos.

Estas estruturas podem ocorrer isoladas ou agrupadas, onde podem estar envolvidos por um ou mais folículos. Os cistos são de aparência globular e de aspécto seco e firme na palpação. Podem estar envolvidos por uma camada de pele e vasos sanguíneos ou rompidos com o material queratinizado exposto.

A terapia mais indicada é a retirada cirúrgica dos cistos e dos folículos envolvidos. Neste procedimento o animal é anestesiado para a realização da cirurgia e receberá todo suporte pós-operatório à base de antibiótico, antiinflamatório e curativos. Desta forma o animal será entregue ao proprietário em perfeitas condições, sem haver a necessidade de se realizar qualquer tratamento com medicamentos em casa.

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